A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) chega a Belém, no Pará, trazendo mais do que discussões sobre metas ambientais, ela evidencia o papel crescente das mulheres na construção de um planeta sustentável. Em meio a debates sobre justiça climática e preservação da Amazônia, o protagonismo feminino se consolida como uma das marcas da edição de 2025.
O Pará sediou neste domingo (9/11), uma edição especial do Prêmio Mulheres Inspiradoras do Ano, evento que reuniu lideranças femininas de diferentes áreas para celebrar trajetórias ligadas à sustentabilidade e ao impacto social. Durante a cerimônia, foi lançado o Hub Mulheres Inspiradoras da COP 30, um espaço voltado à inovação climática, à nova economia amazônica e à promoção da equidade de gênero.

Prêmio ‘Mulheres Inspiradoras do Ano’, em Belém. — Foto: Taymã Carneiro / g1
Nos corredores das negociações climáticas, a presença feminina vem ganhando destaque. Lideranças indígenas, ministras, cientistas e ativistas mostram que o combate à crise ambiental é uma pauta que todos estão inclusos. O que antes era um espaço dominado por homens e discursos técnicos, hoje abre espaço para vozes que falam sobre justiça climática, proteção de territórios e cuidado com a vida, temas que ultrapassam fronteiras e ecoam experiências femininas diversas.
A ministra das mulheres, Márcia Lopes, esteve presente na bancada feminina da COP 30 realizada em outubro e defendeu que “a luta das mulheres por representatividade deve se traduzir em poder de decisão, especialmente diante dos desafios políticos e ambientais”.
Entre os nomes mais comentados da COP 30 estão mulheres que representam povos tradicionais da Amazônia e pesquisadoras que defendem uma política climática mais inclusiva. Elas chamam atenção para um ponto essencial: não há futuro sustentável sem considerar as comunidades mais afetadas pelas mudanças do clima e, em muitos casos, essas comunidades são lideradas por mulheres.
Segundo a ONU, mulheres estão entre as mais vulneráveis aos impactos ambientais, mas também são protagonistas nas soluções locais, desde o reflorestamento até o manejo sustentável de recursos naturais. Essa contradição entre a vulnerabilidade e o protagonismo tem pautado muitos discursos em Belém.
Mais do que números e acordos, a COP 30 simboliza uma nova perspectiva. Ela mostra que o enfrentamento da crise climática passa por ouvir mais e incluir mais. As mulheres presentes no evento representam não só um avanço em representatividade, mas um novo jeito de pensar política ambiental, com empatia, diálogo e ação coletiva.






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