Nas minhas andanças sempre faço grandes descobertas. Seja olhando para ângulos que eu não tinha olhado ainda, observando detalhes que muitas pessoas não veem, mesmo estando escarados por anos, seja ouvindo a conversa alheia, porque todo jornalista é um pouco bisbilhoteiro mesmo, imagine só as jornalistas que contam com força extra, o poder dos detalhes que só as mulheres carregam.

Se tem uma coisa que gosto de observar é o comportamento das pessoas, principalmente das mulheres, em suas várias fases da vida. São sempre direcionadas a se comportarem de tal forma, são julgadas, muitas vezes obrigadas a vestir certo tipo de roupa, não estou falando da necessidade do dresscode profissional, estou falando da necessidade de sempre modelar e aprisionar as mulheres, enquanto, desde pequenos, os garotos são muito mais livres.

Mulher tem que ter cabelos longos, brilhantes, sedosos e bem cortados, unhas sempre feitas e pintadas para mostrar que está usando uma cor da moda, não podem sentar de pernas abertas, mesmo que estejam de calça, não se pode falar alto etc. etc. e etc…. por aí uma longa lista de não poderes.

E, se você estiver lendo essa coluna e achar que eu estou falando bobagem, talvez você esteja no rol das pessoas que ditam regras para as mulheres como se elas precisam dessas modelações sociais para atender as necessidades de alguém, que com certeza não é a necessidade de uma mulher bem resolvida.

Mas, indo às vacas frias, às vias de fato, o fato é que toda essa pressão, e tantas outras mais, que eu levaria o dia todo listando, têm gerado mulheres muito mais tensas, mais inseguras e covardes.

Essa covardia que vem fazendo sombra nas mulheres não é um mal que atinge somente as jovens, mas mulheres de todas as idades. São mulheres sendo desencorajadas a tentarem algo novo, tiradas da cena do protagonismo de suas próprias vidas, antes mesmo que essas comecem.

A falta de coragem está quando uma mulher, mesmo jovem, se acha incapaz de realizar um sonho, mesmo que pequeno, porque alguém disse que ela não é capa. Está quando uma mulher não tem coragem de denunciar o marido, sendo ele um abusador físico, psicológico, sexual ou patrimonial. Quando uma garota é violentada no seu direito de ir e vir pela própria família, e eu não estou falando do direito de ir para o baile somente não, estou falando do direito dela estudar porque tem que cuidar dos irmãos, da liberdade de ter amizades porque fulana ou beltrana não atendem as expectativas de outrem.

Para as mulheres o mundo é muito mais difícil, então é preciso ter mais coragem.

Coragem de lutar contra os padrões, coragem de dizer não, quando quiser dizer não, sem medo de perder ou cair em ameaças, coragem de ser livres e mais coragem ainda de assumir que liberdade não está relacionada à promiscuidade, como sempre reagem quando digo que sou livre, mas sim a coragem de ser quem você é.

Hoje, minha leitora querida, falo de CORAGEM porque vivo a minha de forma plena, e às vésperas de completar 51 anos, sempre com uma ‘boa ideia’ acompanhando, te digo que ter coragem é um ato de liberdade, de decisão da própria vida e de acreditar em você mesma.

Então, quando você pensar em retroceder porque encontrou uma barreira, em dizer sim quando quer dizer não, em não se posicionar de forma contrária à posição alheia, lembre-se que exercer a sua CORAGEM. Quem te ama continuará te amando e ainda admirando mais, quem não gosta de você, não vai começar a gostar.

E eu sempre penso que em quem não gosta de mim. Desejo que tenham paciência, porque EU ME AMO (risos).

Acabo de fato esse texto com um sorriso estampado na cara, segurando para não gargalhar, só porque não quero, porque coragem, ahhhh, isso eu tenho, E MUITA. Coragem também é sinônimo de saúde mental. Exerça.  

A Cacau sempre deseja saúde para você e para quem você ama.

Beijo da Linda para você, até a próxima.

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