O ano de 2026 marca um novo momento para o esporte feminino, com avanços concretos em organização, calendário e espaço na mídia. As mudanças confirmadas mostram um cenário de crescimento, mas também reforçam desafios importantes para a consolidação das modalidades.
Futebol feminino: calendário ampliado e mais atenção
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou um calendário mais estruturado para o futebol feminino em 2026, com reforço nas Séries A1, A2 e A3 do Campeonato Brasileiro. A entidade também manteve e ampliou as competições de base, como os torneios Sub-17 e Sub-20, fortalecendo a formação de novas atletas.
Outro ponto confirmado é o aumento da presença do futebol feminino na televisão aberta, com transmissões regulares previstas na grade da TV Globo a partir de 2026. A medida amplia a visibilidade da modalidade e facilita o acesso do público aos jogos.
Apesar dos avanços, o cenário também apresentou dificuldades. O Fortaleza anunciou oficialmente o encerramento do seu time feminino em 2026, citando questões financeiras. O caso expõe a desigualdade estrutural entre clubes e a necessidade de políticas mais sólidas de sustentabilidade.
Basquete feminino: Copa do Mundo e debates trabalhistas
No cenário internacional, está confirmada a Copa do Mundo de Basquete Feminino da FIBA em 2026, que será disputada em Berlim, na Alemanha. O torneio reunirá as principais seleções do mundo e é um dos eventos mais importantes do ciclo olímpico.
Nos Estados Unidos, a WNBA vive um momento de negociação entre jogadoras e liga, com discussões sobre salários, condições de trabalho e um novo acordo coletivo. As conversas são reais e acompanham o crescimento de audiência e interesse pelo basquete feminino nos últimos anos.
Crescimento com desafios
O esporte feminino chega a 2026 com mais visibilidade, maior organização e eventos confirmados de grande porte, especialmente no futebol e no basquete. Ao mesmo tempo, situações como o fechamento de equipes mostram que o crescimento ainda não é uniforme.
O ano reforça que o avanço do esporte feminino não depende apenas de audiência e talento, mas também de investimento contínuo, planejamento e compromisso institucional para garantir um futuro mais estável e igualitário.






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