Uma parceria entre a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar) e a empresa brasileira de dermocosméticos Creamy Skincare permite como uma nova alternativa para o testes de produtos cosméticos com o uso de modelos de tecidos por bioimpressoras 3D.

Imagem: Universidade Federal do Paraná

Em 30 de julho de 2025 foi sancionada pela Presidência da República a lei 15.183/25, que proíbe testes de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal em animais. Com isso, a indústria farmacêutica busca novos caminhos que sejam livres de crueldade. Segundo dados divulgados pelo grupo britânico Cruently Free Internacional, cientistas já aprovaram alternativas como a cultura de células, a produção de tecidos humanos produzidos por bioimpressoras 3D e modelos feitos por computador, capazes de replicar ou “modelar” aspectos do corpo humano.

Esse projeto é realizado no Laboratório de Bioensaios de Segurança e Eficácia de Produtos Cosméticos (Labsec), do Departamento de Farmácia, coordenado pela professora Daniela Maluf e vem de encontro ao novo cenário da indústria de cosméticos, permitindo à ciência brasileira mais um passo para um futuro livre de crueldade animal. 

A pesquisa também recebe o apoio do urologista Rodrigo Krebs, que atua no  Hospital Nossa Senhora das Graças e fornece pele humana que seria descartada em cirurgias, com autorização dos pacientes. “Isso abre novas possibilidades para reduzir a experimentação animal em produtos destinados a humanos. Não há avanço sem parcerias. A multidisciplinaridade é, sem dúvida, a chave para o progresso”, diz Krebs.

Na etapa atual da pesquisa foram registrados bons resultados no processo de desenvolvimento e microscopia, tendo como comprovado a viabilidade de células no protótipo. Daniela explica que agora avaliam a viabilidade celular para períodos mais longos, para que assim seja possível aplicar cosméticos e comparar o desempenho do modelo com o da pele humana.

O uso do modelo está previsto para maio de 2026 e assim, ficará a critério da empresa Creamy Skincare disponibilizar para a Renama e ao Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) para viabilizar sua comercialização. 

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