Sempre que posso, gosto de conversar com as pessoas mais velhas. Hoje, como já estou na casa dos 50, gosto mesmo de conversar com gente com mais de 70, porque essas pessoas têm histórias para contar.

E ter histórias para contar é um dom, porque não está necessariamente tem relação com ter muito tempo de vida, porque tem gente, que poderia ter 800 anos, diria para você coisas monossilábicas, que só te deixariam enervada…

Mas, vamos ao causo. Meu pai é um homem de 77 anos, sempre cheio de histórias, conversas, conselhos e muito compartilhamento de ideias. Se você deixar, ele passa horas falando, falando, falando… sem parar nem para tomar um gole d´água. Talvez pelo fato de ser radialista, cantor de música brega, um contador de histórias ou só um ansioso mesmo, ainda não consegui entender bem, mas eu amo isso.

As histórias são da infância longínqua, do tempo em que ele era gerente da gráfica, os causos do rádio, as figuras, as bênçãos e até as tragédias.

Nesses dias, talvez uma semana atrás, estávamos conversando na mesa da sala, meu pai, meu filho e eu, três gerações, três vidas diferentes, três experiências a serem trocadas (ah, lembre-se que com os jovens também se aprende), quando meu pai diz o seguinte: Deus não dá o que você precisa. Meu filho e eu olhamos para ele, porque para uma família que acredita no sagrado essa é uma afirmação estranha, e ele seguiu: Deus te dá o que você pede.

Pronto! Lá se foram mil abas abertas na minha mente inquieta.

Como esse texto não é sobre a fé em um ser ou outro, mas sim sobre como acreditar nas histórias que ouvirmos, resolvi entender como eu poderia levar esse aprendizado para a vida do dia a dia, porque tem coisas que pedimos a Deus, como os milagres, mas tem coisas que são na nossa força mesmo, e aqui vai uma: O QUE VOCÊ QUER DE VERDADE?

Eu ouço muitas pessoas reclamando que falta isso, que precisa daquilo, e pasmem, ainda mais os jovens. O hábito de reclamar parece que vive colado no DNA do ser humano, mas quantas são as vezes que a gente para para refletir sobre o que realmente queremos. Parece pedante pensar em pedir o que se quer, mas as crianças fazem isso com maestria. Elas não pedem um caderno porque precisam, pedem porque querem daquele personagem preferido.

Então, eu te pergunto novamente, você já parou para pensar em o que você realmente quer? Você desejou entrar em uma escola, uma faculdade, se fez movimentação para isso, você conseguiu. Queria uma viagem, juntou dinheiro, parcelou, deu seu jeito, mas conseguiu. Porque você tinha clareza do que queria.

Mas porque quando a coisa não é material, se está no campo do conhecimento e das ideias, muitas vezes você deixa de lado? Um curso bacana de cerâmica que você quer, você não precisa, necessariamente, você deixa para lá. Um passeio sozinha, para deixar os cabelos ao vento, você deixa para lá… E assim vai… Terapia, tratamentos, saúde, uma ação que te ajude na sua profissão… Tudo fica para depois porque parece menos importante querer do que precisar.

Seria justo permitir que a auto sabotagem, a maledicência da língua alheia ou o seu medo tivessem força o suficiente para te parar? Não, né?

A partir de hoje, eu te convido a sempre pensar assim: o que eu quero? Sonhe, construa esse sonho na sua cabeça, sinta que ele já é seu no seu coração e tenha certeza, um dia ele vira em forma de realidade. Seja responsável com o que precisa, mas lembre-se também de querer.

É real, é possível e a gente não tem tempo para perder. VAMOS JUNTAS.

A Cacau sempre deseja SAÚDE para você e para quem você ama, e que se sinta segura em todos os momentos.

Beijo da Linda para você, até a próxima. Ah, conte comigo para te mostrar como realizar os seus sonhos.

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