O Brasil é um país imenso, e além de grande em tamanho, ele é grande em presença, o povo brasileiro carrega consigo as cores de uma ancestralidade muito presente no dia a dia.
Seja na moda, nas decorações e até nos gestos e dizeres.
O maximalismo brasileiro vem desde a época da escravização de povos africanos no território, trazendo assim uma cultura que com o passar do anos e como muita mistura , se tornou o que vemos hoje.
No TCC “O conceito de “homem cordial” em Sérgio Buarque De Holanda: atualidade e possibilidades de sua aplicação no Brasil contemporâneo” de Cleusa Vieira De Oliveira é explorado o livro de “As Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda. Obra essa que traz uma análise comportamental do brasileiro, o dando o título de “homem cordial”, cordial no sentido de seguir o coração,  ou seja longe da razão.
“O “homem cordial” é aquele que faz questão da intimidade, afastando-se do ritualismo, da hierarquia. Essa busca pela intimidade com o outro, sendo este, empresário, político ou mesmo sendo instituições, leva-o a criar vínculos com base na emotividade ou na pessoalidade, na intimidade, podendo definir assimetricamente esse comportamento, conforme exemplifico mais à frente”
Ou seja, o brasileiro em seu cerne é alguém ligado muito aos seus próprios sentimentos, a expressão que vem coração – não necessariamente alguém bom.
E daí vem o jeitinho brasileiro, que traz consigo a informalidade e falta de burocracia na hora de resolver conflitos.
O comportamento descrito por Sérgio Buarque de Holanda, pode ser visto na forma que as pessoas de fora do país vêem os nativos. Seja pela intimidade crescente ou pela receptividade intensa.


O maximalismo se mostra na moda brasileira, principalmente entre as mulheres pretas e periféricas. As cores vibrantes, sobreposição de estampas, unhas decoradas, cabelos volumosos e muitos acessórios. O tema estava em alta com a hashtag, com 167 mil vídeos entre abril e junho de 2025,  acumulando cerca de 3,7 bilhões de views. 
A pesquisadora Andreza Ferreira em uma matéria “Maximalismo é ancestral: tem cor, corpo e história” do portal Azmina, relembra que os adornos não servem só para enfeitar, em culturas africanas originárias, trouxe influência para o Brasil devido a escravização de pessoas pretas.  Para pessoas negras, eles não são meras ostentações. “Quem ostenta é o colonizador, mas quando você já é, não precisa parecer. A sua existência já basta e você vai cultuá-la como divino.”

É sempre bom recordar que o Brasil é um país miscigenado, e o seu maximalismo vem da influência de várias culturas diferentes durante o processo de formação da nação, transformando esse conceito em algo único em solo brasileiro. 

Links de apoio:
Maximalismo é ancestral: tem cor, corpo e história

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