Um dia desses eu, que sou curiosa e muito observadora, fiquei reparando em um grupo de garotas passando pelo corredor do shopping. Elas riam, brincavam e uma provocava a outra com alguma piada interna. Eu não entendi de que assunto falavam, mas elas estavam leves e felizes, o grupo estava fluindo, elas estavam todas na mesma sintonia.
Na mesma ocasião, estava na fila do supermercado e tinha um casal na minha frente. O homem sisudo, com uma cara de poucos amigos, mas a mulher era mais leve, sorriu. Pela dinâmica, eles estão juntos há muito tempo, a energia já está em estado simbiótico, porém me veio um incômodo que ficou tilintando na minha cabeça. Quando alguém falou alguma coisa, tinha bastante gente por ali, o homem bufou com um boi bravo, demonstrando que estava com tolerância zero diante da situação boba e corriqueira e a mulher olhou para ele com um olhar de desaprovação, mas não reprovação, só uma resiliência mesclada com uma insatisfação.
Explico…
Desse momento em diante, eu fiquei pensando em quantas vezes essa mulher se sentiu incomodada com a forma com que o marido se comporta em relação a coisas da vida que fujam ao interesse ou domínio dele. Quantas foram as vezes em que ela foi alvo desse comportamento dele até o dia que decidiu que não era legal, que não seria mais um comportamento aprovado por ela e ela criou essa sensação de se sentir pouco confortável com o comportamento dele.
E quantas vezes vemos isso acontecendo? Algumas relações são assim, pesadas, densas e cheias de coisas que não gostamos.
Lógico que não estou falando que impressões são verdades absolutas, mas têm indícios de como as pessoas se comportam ou vivem.
Eu não sei como de fato é a relação das meninas nem do casal, mas observar as pessoas pode trazer para gente uma certeza. Uma pessoa transparece na sua imagem, no seu exterior, aquilo que está vivendo lá dentro.
Essa vivência não é necessariamente a verdade, porque nosso cérebro não sabe a diferença do que é de fato real e o que é criado por nossa imaginação.
Então, quando a gente vê alguém muito caído, com um discurso esquisito, uma aparência fora do habitual, mas que a boca entrega elementos diferentes do que a imagem está dizendo, causa espanto e meio que pode nos colocar em alerta.
Algumas opções podem estar presentes aqui: a pessoa se acostumou com o estado em que uma dor a colocou, ela se acha pouco ou nada merecedora de ter uma vida melhor, vibra com escassez onde deveria vibrar com abundância e esperança… e pode ter um milhão de outras possibilidades.
O fato é que quando você fica muito colada com alguém, seja parceiro romântico ou não, você vai se habituando a viver como essa pessoa. Aí você pode me dizer que a luz não pode ser apagada ela escuridão… Eu concordo, mas também posso te afirmar que mesmo que não apague, faz sombra.
E, de verdade, cada pessoa deve e pode construir um caminho para a luz, com ajuda pessoal ou profissional, mas é preciso. A vida por si só já é sombria demais para a gente se entregar.
É real, é possível e a gente não tem tempo para perder. VAMOS JUNTAS.
A Cacau sempre deseja SAÚDE para você e para quem você ama, e que se sinta segura em todos os momentos.
Beijo da Linda para você, até a próxima. Ah, conte comigo para te mostrar como realizar os seus sonhos.






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