Hoje amanheci empolgada, pode ser bobagem para vocês, mas para mim é motivo de muito orgulho por vencer um medo de experimentar: eu vou ao boliche.
Como eu disse, você pode estar pensando que isso é uma bobagem e eu concordo, deveria ser uma bobagem se eu estivesse no meu estado normal de vida, mas as coisas não são tão simples assim…
Explico!
De uns anos para cá, talvez uns 4 ou 5 anos, talvez 15, não sei exatamente, mas eu comecei a ter medo das coisas. Medo de coisas que para mim eram normais, como passear, conhecer lugares novos, viajar. Um medo irracional, que eu sentia no meio do peito, subia pela garganta, tomava meu rosto e o enrubescia, mas a cabeça não entendia. Eu sofri muito com isso… Procurei ajuda psicológica, médica, coisas alternativas como acupuntura ou florais, oração aos baldes e NADA, nada resolvia meu medo.
Não era uma coisa racionalizada, como eu disse, não era medo de uma coisa porque eu tinha passado por uma situação que me trouxe essa aversão. Era só um medo generalizado, que tomava conta de mim, como se fosse uma sombra tentando me engolir, até cheguei a cogitar que poderia ser uma síndrome do pânico. A coisa não estava bonita, não.
Em um certo momento, na terapia, a psicóloga me perguntou sobre uma coisa que não tinha nenhuma relação com o medo físico que eu estava sentindo. Para ser muito sincera, eu nem sei qual de fato era a pergunta, mas me lembro bem da sensação de “powwwwww”, algo explodindo dentro da minha cabeça. Algo mexeu comigo e me disse que eu estava girando em falso nos meus pensamentos.
De lá para cá, venho tentando construir possibilidades para tirar esse medo do meu coração, porque nada que se instala no corpo é arrancado automaticamente, mesmo você sabendo a causa, o porquê dos sentimentos, ainda assim, leva um tempo.
Vejam vocês, quase 5 anos tentando fazer coisas diferentes, enfrentar aquele medo que ficava na porta me esperando para sair comigo e, do final de 2024 para cá, eu estou conseguindo.
Está sendo fácil? Claro que não! Nada do que a gente propõe fazer e que gere mudança é fácil, mas se você não tiver compromisso consigo mesma, não tiver um propósito claro para realizar, aí é que não vai mesmo…
Mas, enfim, vamos aos motivos. Com 47 anos, eu estava vindo de anos muito esquisitos. Ganho de peso desenfreado, mesmo sem mudar meus hábitos alimentares, um cansaço bem estranho, me doía os braços até para estender a roupa, comecei a ter uma insônia ou um sono irregular, até o dia que estava na praia e comecei a sentir tudo de ruim passar pelo meu corpo. Parecia de pneumonia a pane no sistema. Fiz uma consulta e o médico me disse que eu não tinha nada de fato e que não sabia o porquê eu estava tão ruim. Falou para eu descansar, porque podia ser o cansaço acumulado do ano, já que era perto do Natal, me deu uns remédios para o estômago e foi isso.
Eu, como uma inconformada clássica, não achei aquilo normal. Passada a virada do ano, voltei para casa e fui me consultar com meu médico ginecologista. Ele bateu os olhos em mim e me disse: você está no climatério, na pré-menopausa. Saí de lá feliz que agora eu sabia o que eu tinha, mas não imaginava como isso iria acontecer… Fim dos meus ciclos, fim da vida, velhice, morte… um turbilhão.
Fui para casa de volta, estava com mais uns 25 dias de férias para descansar, imaginei que isso tudo ia melhorar, mas só piorou, e piorou muito. Achei que ia morrer, achei que nunca mais eu ia conseguir voltar a ter vida.
Muitos tratamentos depois, a descoberta de que meu corpo não gosta e não quer reposição hormonal e eu teria que buscar outro caminho para a melhora. De 2024 para cá, tenho cuidado muito da minha alimentação, feito reposições de muitas vitaminas, minerais, organização dos processos do corpo, voltei para as atividades físicas e tenho sentido melhora real. Quando passou aquele primeiro impacto do diagnóstico, eu pensei: bem, eu não quero mais engravidar, estou passando por um período natural do corpo, então, terei que aprender a viver bem assim, nessa nova fase. E assim tenho feito.
Não sinto medo, não sinto que a morte está batendo na minha porta. Eu só sinto uma vontade imensa de reencontrar a Claudia que parou tudo para viver a plenitude da maternidade, e ela está aqui, firme e forte vivendo uma nova fase da vida, com felicidade e leveza. Sinto muita vontade de sentir o vento na cara, a água fria nos pés, o cheiro das flores. Vejo nos meus anos de dedicação, o meu fruto amadurecendo. Vejo perspectivas muito auspiciosas para a próxima metade da minha vida. E o medo? Sei lá, acho que ele fugiu porque estava com medo de mim (ri alto).
É real, é possível e a gente não tem tempo para perder. VAMOS JUNTAS.
A Cacau sempre deseja SAÚDE para você e para quem você ama, e que se sinta segura em todos os momentos.
Beijo da Linda para você, até a próxima. Ah, conte comigo para te mostrar como realizar os seus sonhos.





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