A bióloga e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Sampaio é a responsável pelo estudo da polilamina, molécula capaz de reconstruir conexões nervosas e reparar lesões na medula que impossibilitam a movimentação. De 8 pacientes paraplégicos e tetraplégico voluntários, 6 recuperaram os movimentos.

Tatiana se dedicou por aproximadamente 3 décadas a pesquisa da polilamina e em janeiro de 2026 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início da fase 1 de estudos clínicos para avaliar a segurança do medicamento. Essa é a primeira de 3 fases necessárias antes do medicamento poder ser comercializado.

Tatiana Sampaio – Fonte Bol

Inspirada na história de Tatiana, resolvemos trazer aqui mais três mulheres que dedicaram a sua vida ao estudo e avanço da medicina:

Tu Youyou

Tu Youyou – Fonte CNN

Tu YouYou nasceu na China em 1930, formada em farmacologia pela universidade de Pequim, ela se dedicou a estudar ervas medicinais tradicionais chinesas. Durante a Segunda Guerra mundial ela foi chamada para liderar uma equipe de pesquisa que visava descobrir um tratamento para a malária.

Ela e a equipe descobriram que a Artemisia Annua era uma planta promissora no tratamento contra a malária, e com base em textos antigos Tu Youyou desenvolveu um método de extração que preserva os compostos ativos na planta e em 1972 ela isolou a artemisinina, um composto altamente eficaz no combate à malária.

Essa descoberta fez com que ela ganhasse o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2015, se tornando assim a primeira mulher chinesa a receber um prêmio Nobel.

Françoise Barré-Sinoussi

Françoise Barré-Sinoussi – Fonte Enciclopediadelledonne.it

Nascida na França, Françoise se formou em Biologia na Universidade de Paris e enquanto cursava a pós graduação ela começou a trabalhar com dois virologistas da época, Jean-Claude Chermann e Luc Montagnier. Durante a epidemia de AIDS na década de 80, Françoise recebeu amostras de tecido de pacientes, na época ainda não se sabia o motivo da doença.

Em 1983 Barré-Sinoussi conseguiu isolar o vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), dando uma pista sobre a origem da AIDS e permitindo que a partir disso fossem criados medicamentos para a doença.

Esse trabalhou rendeu a Françoise e Luc Montagnier o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2008.

Nise da Silveira

Nise da Silveira – Fonte Invivo

Brasileira, nascida em Maceió em 1905, Nise foi uma das primeiras mulheres a se formar em medicina no Brasil. Ela se especializou em Psiquiatria, porém era contra aos métodos utilizados na época como eletroconvulsoterapia (que usa estímulo elétrico para gerar convulsão) e lobotomia (cirurgia que “desliga” regiões do cérebro conhecidas como lobos frontais).

Ela então fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Pedro II do Rio de Janeiro. Lá ela substituiu os tratamentos convencionais da época por atividades musicais e artísticas nas quais os pacientes podiam se expressar através da pintura e modelagem. Sua abordagem foi pioneira, marcada pela humanização do tratamento psicológico e pelo trabalho de reintegração do paciente à sociedade.

Quer saber mais?
            O livro “Mães da Ciência: Histórias Reais de Mulheres Pioneiras da Ciência que Quebraram Barreiras” do Doutor em Física, Leandro Luiz, conta de forma mais aprofundada a história de Tu Youyou e Françoise Barré-Sinoussi e de outras 18 mulheres e seus trabalhos na área científica.

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