A missão Artemis II vive um dos momentos mais críticos e simbólicos de sua trajetória rumo à Lua. A cápsula Orion perdeu temporariamente o contato com a Terra ao entrar no chamado lado oculto do satélite, em um procedimento já previsto pela NASA.
O período de incomunicação, estimado em cerca de 40 minutos, ocorre no momento em que a nave realiza sua maior aproximação da superfície lunar, passando a aproximadamente 6,5 mil quilômetros de distância. Apesar da tensão, o evento faz parte do planejamento da missão e é considerado seguro pelos engenheiros.
Antes disso, a tripulação já havia alcançado um marco histórico: ultrapassou a distância de 400 mil quilômetros da Terra, superando o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, em 1970. O ponto máximo da viagem ainda está previsto para ocorrer, com a nave podendo atingir cerca de 407 mil quilômetros de distância do planeta.
A bordo estão quatro astronautas, que protagonizam a primeira missão tripulada a se afastar tanto da Terra em mais de cinco décadas. A Artemis II marca uma nova fase da exploração espacial e integra o programa que pretende levar humanos novamente à superfície lunar até 2028.
Diferentemente das missões que realizaram pousos no passado, este voo tem como objetivo testar sistemas e coletar dados. A cápsula Orion realiza um sobrevoo ao redor da Lua em trajetória semelhante a um “oito” e, em seguida, inicia seu retorno à Terra.
Nos próximos dias, a nave executará manobras para ajustar sua rota de volta. A fase final da missão inclui a reentrada na atmosfera terrestre, momento em que o escudo térmico será submetido a temperaturas extremas. A descida será desacelerada por paraquedas até o pouso no Oceano Pacífico, onde equipes de resgate estarão posicionadas.
A Artemis II representa não apenas um avanço tecnológico, mas também um passo estratégico para futuras missões tripuladas a Marte, consolidando a presença humana no espaço profundo nas próximas décadas.






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