Um dia você levanta do sofá, rumo à cozinha, chega no meio do cômodo e pensa: “eu estava vindo para cá para pegar alguma coisa, mas o que era?”. Ou ainda pior, quando você vai direto guardar uma coisa na geladeira, por exemplo, e quando olha para a sua mão, boommm, é o controle remoto da TV.

Calma, isso não é demência precoce, não é Alzheimer, não é qualquer doença grave que vai te matar. É a névoa mental que a menopausa te deu de presente. Mais um dos presentes que essa danada traz para a gente, sem pedir licença, sem bater na porta. Só um presente de grego, e olha que nem é meu aniversário… Ou será que é e eu esqueci???

Sente o drama…

Mas, enfim, continuamos a viver, esquecendo uma coisa aqui, outra ali, mas seguimos, sem saber para que lado vai quando desce do elevador do seu prédio, ou onde guardou as chaves, ou sei mais quantas coisas. Pior de tudo é quando você esquece as palavras, e é ainda pior quando você é a professora, porque fica parecendo que você é doida, não sabe do que está falando, não se preparou para a aula. Já… Eu já me senti assim. E o que eu fiz? Disse a verdade: “gente, calma, isso é uma névoa da menopausa”.

No começo, meus alunos riam sem graça, um pouco sem espantados, porque parecia esquisito alguém dizer que estava na menopausa, como parece bem estranho uma mulher dizer que está menstruada, mas, minha amada leitora, é uma das coisas mais comuns da fisiologia humana feminina, como o xixi e espirrar.

O tabu em torno da menstruação se estende quando se fala de menopausa, mas é preciso quebrar essa constante social, porque senão nunca se tornará comum falar sobre os assuntos femininos, até em rodas de mulheres.

Pasmem no termo que escapuliu do meu subconsciente. Tabu feminino! Que absurdo em 2026 ainda não se poder falar sobre menstruação ou a ausência dela, a menopausa, de forma clara e informativa.

Voltando ao que nós, da Cacau, nos importamos, que é com você, mulher, a névoa mental ou brain fog aparece em forma de esquecimentos longos ou curtos, lapsos de memória, confusão mental e até disfunções cognitivas, todas causadas pela baixa do hormônio estrogênio. É desconfortável, pode te colocar em situações engraças e tristes, como tudo na menopausa, mas tem tratamento.

O mais comum quando se fala nesse período é o uso de hormônios sintéticos. Claro que é uma alternativa, hoje mais segura do que já foi há anos, mas ainda existem efeitos colaterais e muitos outros problemas que podem surgir, mas é sempre importante consultar uma médica ou um médico para fazer seus exames periódicos e pensar em um tratamento possível e que você deseje.

Para as mais naturebas ou alérgicas, como eu, existem alternativas também, não são fáceis, mas existem. Lógico que vamos iniciar falando da prática de atividade física, no mínimo de 150 horas por semana, isso é meia hora de segunda a sexta, e tem que suar, viu?! Alimentação também entra no combo, porque tem que manter os níveis de tudo que é vitamina, sais, etc. e tal., em ordem, juntamente com boa qualidade do sono, o que é o mais difícil nessa fase, mas dá para tratar também, e diminuir o estresse.

Bem, nada nessa fase parece simples, mas eu tenho encarado como uma oportunidade de fazer coisas que antes eu não priorizava, como praticar atividades físicas regularmente, não abrir mão do que de fato é importante para mim, como me cuidar, e dormir. Dizem que as velhinhas acordam muito cedo… Eu mesma continuo querendo dormir muito, talvez eu ainda não seja uma velhinha ou estou me cuidando bem (ri alto), ou quem sabe eu seja uma velhinha bem cuidada (continuei rindo).

E, assim, com sorriso no rosto, eu te digo que passar por essa fase é possível e a gente não tem tempo para perder. VAMOS JUNTAS.

A Cacau sempre deseja SAÚDE para você e para quem você ama, e que se sinta segura em todos os momentos.

Beijo da Linda para você, até a próxima. Ah, conte comigo para te mostrar como realizar os seus sonhos.

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