No final de 2021, eu estava com minha família na praia, feliz e contente por estar terminando um ano e iniciando o outro perto de quem eu amo. Já tinha passado o Natal e estávamos organizando o réveillon. Eu, que sou festeira como só eu mesma, estava super empolgada.
Eu estava aproveitando muito aquele tempo, já que eu vinha de um ano de atividades físicas, conhecido gente nova, o fim da pandemia já estava próximo e estávamos voltando a viver, era realmente uma outra fase, mas eu não tinha ideia do que estava por vir.
Um dia amanheci cansada, com dores em todos os lugares que você pode imaginar, meu corpo só queria dormir, ficar deitado e eu achei estranho. Não tinha febre, só um calor no corpo; não tinha tosse nem espirrava, mas sentia tudo meio entupido da garganta para cima; não tinha nenhum problema aparente na digestão, mas me sentia congestionada por dentro, enfim, eu estava ruim, mas nem sabia dizer o que era.
Fiz uma consulta remota e o médico me disse que não sabia o que eu tinha, mas me recomendou ir a um hospital para fazer uns exames. Eu não fui, não. Rebeldia? Não, eu só não sabia o que dizer quando eu chegasse lá.
Pois bem, levantei já no segundo dia desses sintomas, tomei aquele banho que lava a alma e fui na farmácia caminhando, para sentir o sol na pele e a brisa do mar. Comprei todo meu arsenal de guerra contra os ataques de vírus, alergias etc. e tal, mas agora eu percebia um novo sintoma, eu não tinha energia para nada, mal consegui retorna para casa. Foi horrível. Eu senti uma fraqueza, acompanhada de uma dor no corpo inteiro. Tomei um comprimido para dor, fui indo para casa e a dor foi ficando mais forte, doía em cada pedacinho do corpo, como se eu tivesse tomado uma grande surra.
Passou réveillon, voltei para São Paulo, fui a uma consulta com o meu ginecologista e veio o diagnóstico, eu estava entrando na fase pré-menopausa. Caraca, tudo aquilo acontecendo porque eu ia deixar de menstruar? Sim, e não melhorou, só foi piorando.
Eu comecei a sentir dores em todos os lugares, principalmente na lombar, dedo, joelhos e atrás do pescoço, sentia um cansaço que começou a me prejudicar e assim foi pelos próximos meses, anos… Sim, anos, quatro anos, mais precisamente, mas o corpo foi encontrando um jeito de ir se adaptando.
Mas de todas as coisas que apareceram, as dores e o cansaço foram os piores. Não é à toa que as dores estão entre as maiores queixas das mulheres que chegam aos consultórios, mas encontram descaso, desdém e subestimam o que nós mulheres sentimos e relatamos em consultas, mas vamos deixar esse cenário para um próximo momento.
Voltando ao causo, eu me perguntava o porquê dessas dores estarem tomando conta do nosso corpo nesse período? Porque o hormônio estrogênio cai considerável e rapidamente nesse período, hormônio esse que tem ação anti-inflamatória natural e protege articulações e músculos, então aparecem as dores em tudo que é lugar e também um cansaço, pela perda de força e firmeza.
Mas, dá para cuidar desses sintomas, mesmo sendo um tempo difícil, mas temos que continua vivendo e vivendo bem. Os cuidados devem vir tanto fazendo uso de hormônios, de acordo com sua necessidade e com orientação médica, porque hormônios não são brincadeira, com também mudando o seu estilo de vida, quanto cuidando de sua saúde geral.
Essa fase, climatério ou perimenopausa, pode ser bem chata, cheia de novidades não muito boas, e pede atenção. Se você optar e puder fazer o uso dos hormônios, ótimo, mas, no meu caso, eu não pude, então fui por um caminho mais lento e igualmente eficiente.
Primeiro comecei a modelar a minha mente e pensei: eu não quero mais ter filhos, logo, não preciso ser fértil, assim acabei com o fantasma de que menopausa é sinônimo do fim da vida, e nesse momento contei com o apoio emocional e psicológico da terapia de uma psicóloga que sabia o que eu estava pensando, não na IA, ok?
Depois ataquei os sintomas do corpo, procurei ajuda médica e nutricional especializada, fiz todos os exames e iniciei atividade física regular, e por regular entenda de 4 a 5 vezes por semana. Controle da alimentação, exclusão de alguns alimentos que, mesmos sendo saudáveis, meu corpo não estava gostando, suplementação e sono de qualidade. Lembre-se de tomar muita água.
Agora, o que uma das coisas que me ajudam muito nessetempo é o respeito ao meu novo corpo. Eu ainda estou aprendendo que meu corpo agora é diferente, que eu preciso respeitar os meus limites e os meus “quereres” e aprendendo a como lidar com as dores usando alongamentos e outras coisinhas mais que não sejam somente um comprido. Tem dado certo e eu desejo que dê para você também.
E, assim, com sorriso no rosto, eu te digo que passar por essa fase é possível e a gente não tem tempo para perder. VAMOS JUNTAS.
A Cacau sempre deseja SAÚDE para você e para quem você ama, e que se sinta segura em todos os momentos.
Beijo da Linda para você, até a próxima. Ah, conte comigo para te mostrar como realizar os seus sonhos.





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