O El Niño é um fenômeno climático natural ocasionado pelo aquecimento irregular das águas do Oceano Pacífico. Os efeitos do El Niño são diversos e diferentes entre si em cada região do Brasil.
No Norte, Nordeste e parte Centro-Oeste o fenômeno costuma causar secas. No Sul, a situação inverte, e existe um maior risco de chuvas intensas capazes de gerar deslizamentos e alagamentos. Já no Sudeste e Centro-Oeste podem ocorrer ondas de calor com temperaturas mais altas do que o normal.
Quais os impactos na saúde?
Quando há o aumento das temperaturas por vários dias seguidos o nosso organismo possui mais dificuldade na hora de regular a própria temperatura, ocasionando diversos problemas de saúde.
A insolação, desidratação, agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias e exaustão pelo calor, são consequências da onda de calor, e ela afeta principalmente idosos, crianças, gestantes, trabalhadores expostos ao sol e pessoas que vivem em moradias com pouca ventilação ou sem acesso adequado à água potável.
No caso de enchentes, depois dos perigos imediatos como afogamento, vem o perigo de doenças como a leptospirose, a hepatite A, doenças diarreicas e infecções gastrointestinais por conta da água contaminada.
Essas doenças também podem atingir as regiões com secas, visto que a redução na quantidade e qualidade da água pode aumentar a incidência de doenças transmitidas por água contaminada.
Além disso, a quantidade menor de água pode levar ao aumento de casos de desidratação e também pode causar casos de desnutrição, pois a escassez de água afeta diretamente a produção de alimentos.
Existe também o risco de um aumento nas doenças respiratórias, causadas pela baixa umidade do ar.
Como se proteger?
Existem algumas ações que podemos tomar que podem atenuar os efeitos causados pelo El Niño, entre eles estão:
- Estar sempre se hidratando com água tratada para consumo;
- Evitar se expor ao sol, principalmente das 10h às 16h;
- Prestar atenção em pessoas pertencentes ao grupo de risco;
- Reduzir atividades físicas intensas durante período de muito calor;
- Monitorar alertas meteorológicos e a qualidade do ar;
- Se possível, evitar ao máximo contato com água de enchente;
- Buscar atendimento médico quando tiver sintomas como falta de ar, tosse intensa ou chiado no peito, febre persistente, sinais de desidratação ou outros sintomas persistentes.
- Atualizar esquemas vacinais;
- Controlar doenças crônicas;
- Garantir estoque regular de medicamentos de uso contínuo.
Em situações extremas e diante da necessidade de seguirmos com as obrigações do dia a dia, é comum negligenciarmos a nossa própria saúde. Porém, são em momentos como os causados pelo fenômeno do El Niño que devemos ficar ainda mais atentos.






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