Enquanto o locutor grita “gol!”, a família e os amigos comemoram com vuvuzelas e rojões, cães e gatos procuram um ambiente seguro para fugir dos estímulos sonoros, o que pode provocar casos de fugas e desaparecimentos.
Para comemorar os gols da Copa do Mundo sem preocupação, é possível preparar com antecedência um ambiente acolhedor para seu pet. Para promover uma maior sensação de proteção, caixas de transporte, tocas e casinhas são boas opções.

Entretanto, isso não significa que isolar o animal seja a melhor opção. A médica veterinária e professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Rafaela Barbosa, explica que o recomendado é dar ao animal acesso a um ambiente familiar e seguro, e que seja possível se esconder, caso ele sinta a necessidade. Ela também compartilha que a presença de uma pessoa a quem o animal confie, pode trazer maior segurança e conforto nesse momento de estresse.
Outra dica valiosa é mascarar ruídos externos com sons ambientes. Sons como uma televisão ligada e até mesmo o ruído branco podem colaborar, mas é importante manter-se atento para que isso não aumente ainda mais os estímulos, é recomendado que o animal já tenha sido acostumado com esses sons anteriormente.
A famosa técnica de colocar algodão no ouvido do pet pode ajudar, mas não é uma garantia que haja a eliminação total dos ruídos, podendo em alguns casos, causar ainda mais desconforto ao animal.
Também não é recomendado medicar o pet com calmantes ou remédios naturais sem a prescrição veterinária. O uso incorreto de medicamentos pode causar efeitos diversos, o ideal é buscar orientação a um profissional antes de medicar o animal.
Outro mito muito comum é que gatos sofrem menos do que cães. Enquanto os cachorros tendem a latir e uivar, tremer e procurar por seus tutores, os gatos demonstram o estresse de outra forma: se escondendo, comendo menos e retraindo-se.
A veterinária explica que o ideal é estar ao lado do pet e buscar promover um ambiente acolhedor para o momento de estresse. “Nem sempre é possível evitar completamente os ruídos, mas podemos minimizar seus efeitos. O mais importante é respeitar os sinais de medo, oferecer acolhimento e buscar orientação profissional quando necessário”, explica.
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